Na reta final da Flip – Festa Literária Internacional de Paraty, as Edições Sesc promovem o último dia de atividades dentro da programação da Casa Edições Sesc, que ao longo desses dias movimentou a programação paralela da Festa Literária.

As atividades começam às 11h, com a mesa “Educação midiática: reflexões e desafios” com Januária Alves e Douglas Calixto, e mediação de Ellen de Paula. O debate será sobre a urgência em se promover a educação midiática, a partir do Manifesto escrito pelo sociólogo David Buckingham, que a considera um direito à cidadania individual, garantidor da liberdade e da democracia.

Já às 13h30, acontece a mesa “Gestão Cultural no Sesc São Paulo: quatro décadas com Danilo Santos de Miranda”, uma homenagem ao gestor e filósofo que dirigiu o Sesc SP nas últimas quatro décadas, falecido dia 29 de outubro deste ano. O encontro conta com a presença de Isaura Botelho, autora do livro Romance de formação: Funarte e política cultural (1976-1990), publicado pelas Edições Sesc, e Silvana Meireles, com mediação de Andréa Nogueira. 

“A literatura negra e literatura periférica” é o tema da mesa das 15h, com Mário Medeiros e Cidinha da Silva, com mediação de Cris Guterres. Nela, eles falam sobre o percurso das literaturas negra e periférica a partir dos anos 1960, que enfrentou questionamentos, barreiras, invisibilidade, oposição, pouca valoração. Mas, ao negar o que sempre lhes fora atribuído com naturalidade pelo senso comum e pela história social do país, escritores, ativistas e intelectuais negros e periféricos têm aberto espaços de resistência incontornáveis na literatura brasileira. Nesse aspecto, destaca-se a presença de livrarias e editoras dedicadas a essa literatura, com especial participação de mulheres.

O antirracismo de Graciliano Ramos, temática pouco conhecida, vem à tona na mesa das 17h, “Graciliano, romancista, homem público, antirracista”, com Edilson Dias de Moura e Dimmy Anderson. Com mediação de Maria Fernanda Rodrigues, a conversa e leitura de textos de Graciliano traz o enfoque no caráter antirracista de sua literatura e sua atuação como homem público. Além de um dos nomes mais relevantes de nossa literatura, foi um administrador público progressista, com ações na universalização da escola pública e profissionalização do magistério, iniciativas que estão no cerne da sua prisão, em 1936.

Às 19h30, acontece o lançamento do livro “A incrível história de Leny Eversong ou a cantora que o Brasil esqueceu. O autor da obra Rodrigo Faour, e a drag queen Carla Freitas contam um pouco da trajetória da artista: a cantora brasileira que nas décadas de 50 e 60 se tornou um fenômeno, fazendo shows em todo o mundo. O livro mostra o apagamento da cantora conhecida pela voz potente e corpo distante dos padrões de beleza. Ao fim, haverá uma performance de Carla Freitas, se apresentando como Leny Eversong.

Programação completa Sesc na Flip – www.sescsp.org.br/flip+sesc